sexta-feira, junho 04, 2004

No princípio, o nada. Então, eu nasci: A biografia não autorizada de José Guerra

Tudo começou quando eu nasci. Ali, que parecia ser o princípio de tudo, pelo menos para mim, na verdade já era o meio. Foi como pegar um filme pela metade ou só assistir ao último capítulo da novela, então tive que ficar cutucando as pessoas à minha volta para saber o que estava acontecendo.
Essas pessoas me ensinaram a andar e falar. Me colocaram na escola, onde teriam pessoas que me ensinariam mais coisas. Tudo isso sem me perguntar, porque se me perguntassem eu diria que estava satisfeito com o que eu já sabia e ficaria em casa jogando Atari®.
Como eu já estava na rua mesmo, comecei a freqüentar a empresa de ônibus do meu pai, e a engraxar os sapatos dos motoristas e outros empregados. Isso eu devia ter uns 5 anos.
Na escola, todo final de ano decidiam que eu estava pronto para aprender coisas mais complexas. Pintar, desenhar, ligar os pontos, colar, recortar, e antes que eles me ensinassem eu aprendi a ler e escrever.
Foi meu auge! Mudei de escola, ia aprender coisas cada vez mais complexas e chatas. Via que junto comigo tinha um monte de gente que achava aquilo uma chatice, mas não podíamos fazer nada. Éramos muitos, mas desunidos nesse aspecto.
Foi nessa época que eu comecei a ter trabalhos mais difíceis também. Fui ser office-boy, cobrir férias da secretária da minha mãe (ela tinha uma agência de turismo na época), cobrir a telefonista que faltou porque ficou doente, fazer cafezinho e qualquer outra função que aparecesse e não tivesse ninguém para fazer. Tudo isso com meus doze anos e fiquei nessa vida até os dezesseis ou dezessete.
Colegial. Muitas coisas novas para aprender. Escola nova, amigos novos, professores novos. Separação dos meus pais.
Fui morar com a minha mãe: quarto novo, móveis novos, casa nova. Casa não, apartamento. Depois de 16 anos morando no mesmo lugar, mudei pra um apartamento. O melhor é que junto com tudo isso eu ainda tinha minha casa velha, com meu quarto velho e móveis velhos. E tudo isso a umas duas quadras de casa.
Com todas essas novidades, meu empenho na escola caiu. Junto com ele minhas notas. Parei de trabalhar para me dedicar aos estudos. Pelo menos era o que minha mãe achava. Minhas notas não melhoraram grande coisa, passei por pouco em todos os anos e cheguei à faculdade!
“Jornalismo!”, dizia eu com orgulho, quando me perguntavam em que eu tinha passado. Agora me sentia apto a ser um jornalista. Não como tantos antes de mim e outros tantos que ainda virão, mas um grande Jornalista, com j maiúsculo mesmo, como poucos o foram e poucos o serão.
Não me formei ainda. Ainda não sou grande, nem jornalista.

5 Comments:

At 12:41 PM, Blogger Unknown said...

A já lendária autobiografia de José Guerra, ao alcance de todos em apenas um clique.

 
At 5:47 PM, Anonymous Anônimo said...

Este site é realmente incrivel, tem menos de cem visitas e ja esta conhecido internacionalmente. Até aqui na França eu ouvi falar dele. Abraços meus caros.

Reinaldo

 
At 2:27 PM, Anonymous Anônimo said...

É Zé vc tá ligado q tem muita coisa faltando ai hehehehe
Pra começar, quando vc nasceu correu tudo normalmente???huahuhauahua!!!

Ivo.

 
At 10:50 PM, Blogger Zé Guerra said...

Não, eu nasci de fórceps...

 
At 8:53 PM, Anonymous Anônimo said...

O Q ACONTECE QUANDO VC CHEGA PERTO DE UMA TV Q ESTÁ EM CIMA DE UM RACK E TEM UM PLAYSTATION EM BAIXO???
hHAUHAUHAUAHUAH

 

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