Quarta-feira, Outubro 21, 2009

Cinco anos de formatura

Caríssimos companheiros jornalistas,

Depois de muito debate, e alguma pressão, é com enorme prazer que convido a todos para o super churrasco de comemoração dos cinco anos de formatura do Jornalmeto2004, a melhor turma que já passou pelo campus Rudge Ramos da Metodista.

E como não poderia deixar de ser, a festa será realizada no famoso Putiva, palco de alguns eventos históricos entre os anos de 2001 e 2004. A data escolhida para o evento é o dia 14 de novembro. Esperamos que todos organizem os plantões e não faltem à celebração.

Ah, pedimos a colaboração de vocês para divulgar o evento aos que participaram da nossa turma e que não estão na lista.

Por favor, confirmem a presença até o dia 5 de novembro. Vamos fazer um rateio de 30 mangos por cabeça, ok?

Vai, sem frescura, confirma logo!

Beijos e abraços!


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Quinta-feira, Dezembro 21, 2006

Do maravilhoso mundo da Wikipedia

Fui alertado por minha namorada que a Wikipedia tem uma home page de Simple English.

Por curiosidade, eu fui ler a respeito. Descobri que existem três tipos oficiais de inglês, além das dezenas de dialetos: Basic English (para competir com o Esperanto, ou a Interlingua), Simplified English (criada para manuais de instrução das indústria aeroespacial) e Special English (usado na Voz da América, ou seja, para caipiras).

Então, encontrei no verbete do Basic English, uma referência ao Globish, e nesse uma referência ao Engrish, e nesse várias referências de misturebas idiomas, tipo: franponês, espanglês (comum até), finlanglês e é claro, o portinglês (que eu chamaria de portuglês, ou portuenglish, como sugeriu a Sil).

Exemplos de palavras em portinglês:
  • Bizado - busy (ao invés de ocupado)
  • Parkear - to park (ao invés de estacionar)
  • Ordenar - to order (ao invés de pedir)
  • Aplicação - (ao invés de formulário)
Assim, comecei eu mesmo a escrever um verbete que em breve vou incluir na Wikipedia, nestas seções de idiomas: "Embromation".

Quinta-feira, Março 02, 2006

...

Não me preocupo em ter "tato" com essa humanidade aqui. Durante o que chamo de isolamento pessoal, as coisas caminharam devagar, isso se não permanecem inalteradas. Continuo aqui, atrás de outra aventura, outro incerto destino, esperando por uma visita que espante, pelo menos por um tempo, toda essa rotina.

Sexta-feira, Agosto 05, 2005

Hiroshima

Texto de um grande cara (que saudade) que passou pela vida dos que estudaram comigo na faculdade. Vale pela lembrança do dia em que se completa 60 anos do lançamento da bomba atômica de Hiroshima. Talvez, nos ajude a, pelo menos tentar, evitar que erros como esse sejam cometidos novamente.

06 de agosto de 1945. enola gay. little boy. cogumelos de fumaça. covardia. caneta. telefone. ordem. ciência da paz. esbugalhados. almas. ódio. desprezo. ira. tenente-coronel Paul Tibbets. co-piloto Robert Lewis com a mão na cabeça e a outra no ombro do comandante: "MY GOD! WHAT HAVE WE DONE?. fim da inocência. medo. mundo nunca mais o mesmo. alegria pelo término da guerra. comemoração. infelicidade. hiroshima, nagasaki, pai, desculpem-os, eles não sabem o que fazem. espero que todos sintam um pouco de vergonha pelo que representa o dia de hoje "o dia que o ser humano justificou a total e absoluta nulidade do seu papel entre os animais"

Marcos Neves Monteiro

Terça-feira, Julho 12, 2005

Eu, o vento

Diante dos últimos acontecimentos, que na verdade não passam de rotina, é exatamente assim que me sinto. Como o vento.

Eu, o vento

Que sou calmo e violento, sou vendaval e brisa
que a mercê da vida, às vezes sou conforto, às vezes incômodo.
Às vezes paz, às vezes caos.

Eu, o vento, que sou incolor e frio, sou calor e sangue,
que a mercê da vida, às vezes sou dor, às vezes rotina.
As vezes sou morte, às vezes vida.

Eu, o vento, que sou órfão e só, sou carinho e carente,
que a mercê da vida, às vezes sou colheita, às vezes plantio.
Às vezes sou notado, às vezes esquecido.

Eu, o vento, que sou força e anemia, sou opressor e vítima,
que a mercê da vida, às vezes sou vento, simplesmente.

Mário Nhardes

Quarta-feira, Junho 22, 2005

O lixo

O que é necessário para atingir o impossível? Como escrever, pensar, fazer algo quando não há inspiração? Veja o meu caso agora: estou escrevendo isso sem nenhuma vontade, com uma dor de cabeça lancinante, ocupando meu tempo com, digamos, um ´ócio dissertativo’.
Não sei como terminar isso (aliás, iniciei algo?), muito menos continuar com esse texto, que até agora foi pura inutilidade.
Passar uma mensagem é extremamente complexo. Não importa se é algo sobre sua pessoa ou de interesse coletivo. Aliás, isso aqui está uma bosta. Horrível.
Vou postar devido a uma idéia que surgiu agora na minha cabeça, numa tentativa de imbuir esse texto com algum valor aproveitável: essas linhas existirão por causa da vaidade humana.
Sim, essa abstração tão presente e muitas vezes maldita acaba com a nossa alma. Por causa dela, nos escondemos e deixamos nossos defeitos no local mais longínquo e elaborarmos uma caricatura de nós mesmos, cujo desenho final nem reconhecemos.
Que bosta de texto. Mas desprovido dessa porcaria de vaidade, está aqui postado, já que por mais que busquemos ocultar os defeitos, eles nunca nos abandonam. Sempre estão lá e quando são preteridos, ficam mais perigosos. Furtivamente, esperam o primeiro deslize e atacam, acabando com todo o nosso teatro de ‘benfeitor perfeito’.
Portanto, aqui está esse lixo de texto. E no lixão, a minha vaidade. Até porque junto com as nossas qualidades estão intrínsecas as porcarias que criamos, aprovamos e executamos. E meu Deus, como eu faço besteira.

Segunda-feira, Junho 20, 2005

Queria escrever um poema qualquer, um romance qualquer, uma crônica qualquer. Queria viver como em um conto, onde tudo acabasse de forma rápida, no ápice, no climáx. Sem essa de altos e baixos. Isso de olhar para o chão em uma hora e depois ter que virar o pescoço para o lado contrário é um porre. É um porre, mas é a vida. Eu, particularmente, gosto da vida, mas gostaria de encurtar um pouco os episódios dela. Não entendo ao certo o que quero. Estou feliz, mas algo não está como deveria estar e cabe a mim procurar o que é isso. As imagens paracem estar em câmera lenta. Quero acelerar as coisas de uma forma simples, assim como faço com os filmes que alugo. Preciso de um pouco mais de emoção instantânea. Preciso colorir esses retratos em preto e branco. Volto a dizer que estou feliz. Dou-me muito bem comigo mesmo, com meus medos, segredos, angústias e felicidades. Só estou com uma sensação estranha de que chega por aí mais uma mudança e que essa fase vai demorar a passar. Não sei o que é e nem quero saber, quero apenas que chegue. Queria mesmo é viver uma daquelas crônicas do Nelson Rodrigues, rápidas, ácidas, provocantes, cheia de paixões e ódios que se esvaem como uma gota d'água no solo seco e rachado. Acho mesmo é que estou sem paciência para nada hoje. Isso é que me faz querer tanta coisa sem sentido, sem lógica, sem possibilidade de ser realizada. Mesmo que eu não consiga nada dessas coisas que quero, continuo por aí, pegando carona e apreciando a paisagem que essa vida nos oferece.