terça-feira, setembro 28, 2004

Carpe diem?

Eu vejo a alegria na minha frente
Mas não enxergo nada além do escárnio
Que tenho com a minha própria alma
E que me consome todo dia

Eu tento não pensar no amanhã
Porque eu sei que ao confrontá-lo
Eu me certificarei de como ele será negro
Muito mais do que imagino

Eu tento me organizar
Colocar os pensamentos em ordem
Semelhantes à uma lógica espartana

Mas algumas coisas são impossíveis
Certos sentimentos
Fazem com que você
Perca o rumo
E consiga enxergar apenas a estrada da desilusão
Que você segue mesmo sabendo qual será o desfecho

Não tenho nada
Absolutamente nada
Isso é uma nódoa indelével
Que nunca me abandonará

E nada me faz pensar
Que isso vai mudar

O vento é gelado
Os olhos estão ardendo há muito tempo
A tristeza parece inexpugnável e perene

E a tempestade desumana da vida não cessa uma única vez

1 Comments:

At 1:10 AM, Blogger Zé Guerra said...

A lógica espartana é muito rígida e feita para a guerra Gino, é difícil de adaptar ela a imprevistos como sentimentos. Talvez a ateniense seja melhor.
Se quiser outras sugestões...
A lógica da cidade de Corinthos é sempre vencedora. A de Tebas doi a testa. A lacônica não abrange todos os casos.
Talvez seja melhor procurar uma saída entre os gregos ou os persas...ou aceitar a ilogicicidade(?) das coisas e dos pensamentos. Ou transformar isso tudo em uma grande lógica ginociana.
Sorte na sua caminhada. Ventos sempre mudam de direção, às vezes trazem tempestades, as vezes levam as nuvens e as vezes jogam areia nos seus olhos. A culpa não é do vento, nem da chuva nem da da areia e sim da meteorologia que nã acertou a previsão de novo!
abraço

 

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