sábado, outubro 23, 2004

Alma morta

Caminhando no silêncio
Tentando oprimir o uníssono da angústia
Que insistia em atormentá-lo

Ficou catatônico
Com o que os seus olhos avistaram
A realidade era imutável, já estava onipresente
Até na esperança moribunda que insistia em carregar consigo

Apenas ajoelhou e malogrou o caminho que escolheu

Era inocente
Mas flamejava na fogueira do remorso
Seus sentimentos transformaram-se na sua expiação
E o seu coração, a vítima de todos os malefícios
Que originou a si